'Intocável' no esquema de Oswaldo, meia teve passagem frustrante e até curiosa pela Raposa, mas lembra que sua filha nasceu em Belo Horizonte
Ainda que sem o brilho esperado pelo torcedor, Maicosuel não sofre com a concorrência no recheado meio de campo do Botafogo. O técnico Oswaldo de Oliveira já deixou claro que é fã de seu futebol e, hoje, ele parece intocável no setor. Antes de enfrentar o Cruzeiro, seu ex-clube, às 21h, no Engenhão, o camisa 7 disse que acredita que o trabalho dedicado tem feito a diferença para o sucesso discreto.
- Acho que tenho essa confiança dele pelo que estou demonstrando em campo e no dia-a-dia do clube. Não é uma coisa que acontece sem fundamento. Tenho procurado me dedicar, trabalhar sério, fazer o melhor possível visando o bem do time e o Oswaldo tem tido esse reconhecimento. É dessa forma, fazendo tudo o que ele pede, não medindo esforços para ajudar a equipe, é que procuro retribuir essa confiança. Agradeço muito pela maneira que ele tem me tratado, pelo carinho que ele faz questão de ter quando fala de mim, seja em conversas ou com a própria imprensa. Isso me motiva ainda mais - afirmou.
Para o Mago, a pausa de dez dias na competição não foi o melhor para o clube, que foi para Teresópolis na semana passada. Apesar de o tempo ter servido para esquecer de vez as tristezas pelas frustrações no primeiro semestre e mudar totalmente o ambiente.
- É muito relativo isso. Se ganharmos irão falar que foi bom, mas se perdermos, falarão que foi ruim, que quebrou nosso bom momento. Particularmente, eu não gosto. Prefiro sempre estar jogando - comentou o meia, que sonha ser mais decisivo ao longo da temporada, porém lembra que a equipe mudou de estilo e que ele costuma jogar mais para o time.
- Sempre entro em campo pensando em fazer gols, dar passes decisivos, mas hoje temos um grupo onde todos têm essa condição, e essa responsabilidade pode ser dividida. Lógico que fica mais evidente a nossa ajuda quando fazemos algo decisivo no jogo, mas não quer dizer que quando isso não acontece você não teve importância. Acho que a análise da atuação é mais ampla. Se eu tiver que ficar na marcação para o pessoal de trás ir à frente e fazer os gols, vou fazer isso com o maior prazer. O importante para mim é sair de campo vitorioso. Se você pensa no grupo, se dedica pelo bem coletivo, as demais coisas acontecem naturalmente.
Passagem pelo Cruzeiro
O adversário desta noite traz memórias mistas a Maicosuel, que foi comprado pela Raposa em 2006. Curiosamente, na época, houve uma divisão de direitos econômicos com o Flamengo - depois de se destacar pelo Paraná -, arquirrival do Botafogo. Ele jogaria na Gávea em 2008, segundo um acordo, mas isso não chegou a acontecer. A passagem não foi tão positiva, mas sua filha, Maria Eduarda, nasceu em BH. Apesar de já ter encontrado os mineiros algumas vezes, o meia ainda não marcou gol. E quer acabar com o tabu diante do amigo Fábio.
- Oscilei um pouco na minha passagem pelo Cruzeiro. Era muito novo (20 anos), foi minha primeira experiência num time de ponta do Brasil. Hoje me considero um jogador completamente diferente, mais maduro, centrado, ciente do que quero e do que preciso fazer para estar bem, tanto dentro quando fora de campo. Mas eu adorava Belo Horizonte, foi onde minha filha nasceu e onde tive momentos felizes. Até hoje tenho muitos amigos no Cruzeiro. Charles, Fábio e Welington Paulista, com quem já tinha jogado no Paraná, são alguns deles. Joguei algumas vezes contra o Cruzeiro, mas ainda não fiz gol neles. Seria bom deixar uma bola nas redes do meu amigo Fábio. Mas ele é osso duro de roer - brincou.



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