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quinta-feira, 22 de março de 2012

Nacional-URU e Alianza Lima-PER, que completam a chave, também estão empatados, com três pontos, mas um jogo a menos. Eles se enfrentam na próxima terça-feira, em Montevidéu. A próxima partida do Vasco pela Libertadores será no dia 3 de abril (uma terça-feira), contra o Alianza, em Lima. Depois, fecha a sua participação no grupo enfrentando o Nacional, também fora de casa. Os uruguaios serão os próximos adversários do Libertad, no dia 5 de abril, em Assunção. Pelo Campeonato Carioca, o Vasco pega o Resende no domingo, às 16h, em São Januário. Juninho teve boa atuação, inaugurando o novo placar de São Januário (Foto: AP) Falta de criatividade vascaína e marcação paraguaia Prevendo uma retranca, o Vasco entrou em campo com uma formação diferente, com três atacantes, para tentar surpreender o Libertad. Wiliam Barbio ficava mais na esquerda, e Eder caía pela direita, com Felipe no meio e Juninho no banco. Mas o tiro saiu pela culatra. Quem parecia surpreso era o próprio time cruz-maltino, que tinha dificuldade de furar o forte bloqueio. Em uma formação que não havia sido testada em treinos, Barbio e Eder Luis pouco se movimentavam, e o meio-campo foi facilmente anulado pela marcação. Em 30 minutos, o Vasco deu apenas um chute a gol, em cobrança de falta de Eder Luis que desviou na barreira e foi para fora. O Libertad, com três pontos de vantagem sobre o adversário na tabela, parecia satisfeito em ver o tempo passar. Bastante recuado, preocupava-se apenas em marcar e só ameaçava em contra-ataques. Conseguiu roubar 13 bolas apenas nos primeiros 45 minutos. E, quando não conseguia a bola, parava a jogada: foram 14 faltas. A dificuldade de troca de passes no campo de ataque do Vasco fez com que os zagueiros Dedé e Renato Silva ficassem com a bola a todo instante. Nesse cenário de marcação forte paraguaia e de falta de criação do Vasco, o primeiro tempo foi um marasmo. Os donos da casa foram para o intervalo com um número impressionante de posse de bola (70%) e um número assustador de finalizações (três, igual ao Libertad). A única chance digna de registro na primeira etapa coube aos visitantes: em contra-ataque, Cinelli fez boa jogada individual, saiu na cara de Fernando Prass e bateu cruzado. A bola foi para fora. Vascaínos pintam o rosto de preto e branco e usam camisa lançada no ano passado, em homenagem à briga do clube contra o racismo (Foto: Marcelo Theobaldo / O Globo) Reizinho entra e decide Cristóvão percebeu que a estratégia de adotar três atacantes não deu certo e modificou o time no segundo tempo, escalando Juninho e Allan nos lugares de Eder Luis e Eduardo Costa. A ideia era dar mais movimentação e qualidade de passe ao meio-campo. E deu certo. Com seis minutos, o Vasco já concluía a gol o mesmo número de vezes que em toda a primeira etapa. A primeira boa chance veio aos quatro minutos: uma troca de passes envolveu Juninho, Felipe, Allan e Fagner. O lateral cruzou com precisão para Alecsandro, que cabeceou no canto, raspando a trave e fazendo até alguns torcedores soltarem o grito de gol. O Vasco continuou pressionando o Libertad, com uma atuação empolgante e que contagiou a torcida. Allan, que mudou a cara do time com sua movimentação pela direita, participou de outro bom lance de ataque. Ele recebeu na área e bateu cruzado para Wiliam Barbio, obrigando a zaga a cortar no último instante e quase marcar contra. Juninho cobrou o escanteio fechado, na altura da primeira trave. A zaga fez o corte, e a bola voltou nos pés do Reizinho. Ele percebeu o goleiro adiantado e, mesmo com pouco ângulo, bateu com precisão e fez 1 a 0, aos oito minutos. Na comemoração, chamou Dedé, um dos que foram vítima de racismo em Assunção, para ser abraçado. O gol desconsertou o Libertad, que passou a dar mais espaços. Com isso, o Vasco continuou criando. Barbio teve chance de marcar de cabeça. Mas o segundo gol veio pelo chão, aos 16 minutos, em outra boa jogada de Allan, que deu passe para Alecsandro, livre, apenas empurrar para a rede. Com o 2 a 0 no placar, Cristóvão substituiu Felipe por Fellipe Bastos, reforçando a marcação. E o volante, logo em sua primeira jogada, quase aumentou a vantagem. Roubou uma bola na entrada da área e, sem ninguém na frente, bateu forte e cruzado. A bola passou perto. A essa altura, o Libertad já mudara sua estratégia, partindo para o ataque em busca do gol. Teve excelente chance de diminuir, em chute colocado de fora da área de Velázquez. Por outro lado, cedia espaços para o Vasco contragolpear. Foi quando Barbio - que teve atuação apagada - conseguiu enfim contribuir para o sistema ofensivo com suas arrancadas. Nos acréscimos, ele teve a chance de fazer o gol que faria o Vasco ultrapassar o Libertad no saldo de gols. Ele driblou o zagueiro, mas chutou mal. A bola foi para fora, assim como a possibilidade de liderança.


Famoso pela frieza, armador é decisivo outra vez e comanda o triunfo do por 1 a 0 no Pacaembu, colocando Corinthians perto da vaga no Grupo 6
Em meio à pressão de um Corinthians ávido pelo inédito título da Libertadores, a frieza de Danilo voltou a ser decisiva. Criticado, questionado e até odiado por não vibrar como gostam os alvinegros, o meia fez mais uma vez a diferença para colocar o Timão em uma confortável situação. Frio e oportunista, o armador marcou de cabeça no primeiro tempo o gol que deu a vitória por 1 a 0 sobre o Cruz Azul, no Pacaembu, deixando o Timão na liderança do Grupo 6.
Apesar do placar mínimo, o Corinthians não teve tantos problemas para superar seu adversário mais difícil na primeira fase. A marcação ofensiva, a garra e a pressão dos quase  30 mil torcedores fizeram o Timão controlar o jogo. O ataque não brilhou novamente, mas Danilo, como havia feito na vitória sobre o Nacional-PAR, apareceu discretamente para acabar com a apreensão. O susto só viria no fim, com um chute de Villa que acertou a trave, aos 42 minutos do segundo tempo. Um lance que serviu para a torcida comemorar ainda mais a vitória.
O triunfo coloca os corintianos com oito pontos, um acima dos mexicanos e bem perto da vaga. Uma vitória sobre o Nacional-PAR, dia 11 de abril, provavelmente em Ciudad del Este, garante a passagem para as oitavas. Caso os paraguaios, terceiros com três pontos, empatem com o Deportivo Táchira, na próxima terça-feira, na Venezuela, uma igualdade já será suficiente para o alvinegro.
Com a classificação bem próxima, o Corinthians tenta agora recuperar a primeira colocação do Campeonato Paulista. Um ponto atrás, o Timão faz o clássico contra o líder Palmeiras, domingo, às 16h, no Pacaembu. Apesar do desgaste físico pela sequência de jogos, o técnico Tite deve utilizar todos os titulares na partida.
paulinho corinthians x cruz azul (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)Paulinho arrisca finalização contra o Cruz Azul (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
Marcação por pressão
Tite repetiu no Pacaembu a estratégia que surpreendeu o Cruz Azul na Cidade do México. Jorge Henrique, Liedson, Alex e Danilo foram adiantados para marcar a saída de bola adversária e recuperar a bola rapidamente. Funcionou como na semana passada, mas, outra vez, faltou pontaria para ganhar vantagem no placar logo nos primeiros minutos e dar tranquilidade para administrar o jogo.
Com muita vontade, o Corinthians dominou a partida sem grandes sustos e poderia ter marcado logo aos oito, quando Alex chutou de fora da área e Corona defendeu. A facilidade para chegar à área rival contrastava com os problemas na finalização, grande drama da equipe em 2012.
O Cruz Azul claramente viajou a São Paulo para tentar arrancar um empate e assegurar a liderança. A catimba começou antes mesmo de o jogo começar. Os mexicanos subiram para o gramado faltando apenas dois minutos para o início da partida, deixando o Timão fazendo aquecimento por quase outros dez. Quando a bola rolou, os azuis criaram somente uma chance, com Perea desviando muito perto da trave de Julio Cesar.
Com o passar do tempo, o Timão diminuiu o ímpeto para pressionar o adversário no campo de ataque, mas encontrou uma outra arma para furar o bloqueio. Aos 35, em cobrança de falta de Alex para a área, Danilo apareceu entre os zagueiros e desviou de cabeça, no canto direito de Corona. Explosão dos mais de 30 mil alvinegros e até do sempre contido camisa 20.
danilo corinthians x cruz azul (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)Danilo marca de cabeça para o Corinthians na etapa inicial (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
O abafa corintiano voltou com o segundo tempo. O Timão não quis saber de acomodação pela vantagem mínima e reapareceu com muita velocidade para confundir a zaga mexicana. Em uma das rápidas trocas de posição, Paulinho apareceu na entrada da área para chutar forte, obrigando o goleiro a fazer bela defesa. Em seguida, foi a vez de Fábio Santos surgir livre, mas bater errado.
O Cruz Azul se manteve cauteloso e sem espaços para atacar. Nem a entrada do brasileiro Maranhão deu mais velocidade ao time, preso pela boa marcação alvinegra. Enrique Meza ainda tentou arriscar com a entrada do argentino Villa, artilheiro da equipe no Campeonato Mexicano, mas de nada adiantou.

A situação dos mexicanos piorou quando Fausto Pinto foi expulso, aos 27 minutos, depois de cometer falta em Emerson. Era o que o Timão precisava. Chicão, em cobrança de falta, Alex, em chute de fora da área, e Sheik, em disparo cruzado, obrigaram Corona a fazer grandes defesas.
Parecia fácil para o Corinthians ampliar o placar a qualquer momento. No fim, porém, respiração presa no Pacaembu: aos 42, Villa invadiu a área pela esquerda, driblou a marcação e acertou a trave de Julio Cesar. Nos instantes finais, até o goleiro foi para a área tentar o empate que não veio. Mas foi só um susto.


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