Nomes das equipes - além das 61 pessoas envolvidas - devem ser divulgados nesta quarta-feira. Além disso, 33 partidas estão sob suspeita
Palco de grandes escândalos – que inclusive anularam dois títulos da Juventus e geraram a “polêmica das estrelas” -, o futebol italiano se vê, mais uma vez, em meio a investigações. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) informou, nesta terça-feira, que 22 clubes e 61 pessoas estão sendo investigadas por supostas combinações de resultados e fraudes em apostas.
De acordo com a federação, os investigados serão informados oficialmente do processo nesta quarta, quando serão divulgados os nomes dos envolvidos, entre os quais estão 52 jogadores e quatro diretores. A investigação tem como alvo 33 partidas, entre elas 29 da segunda divisão e duas de diferentes edições da Copa da Itália.
O escândalo pela suposta fraude nas apostas esportivas veio à tona em junho passado, quando a Promotoria Cremona, no norte da Itália, que levou a investigação pela via penal, ordenou a detenção de 16 pessoas, às quais se somaram outras 17 em dezembro e duas mais em fevereiro. Entre os detidos em dezembro estava o ex-capitão da Atalanta Cristiano Doni. Em junho, foi preso o ex-atacante Giuseppe Signori, que defendeu Lazio e Sampdoria, entre outros times.
De acordo com a edição desta terça do jornal "La Gazzetta dello Sport", entre os clubes que serão processados pela Justiça Desportiva italiana estão a Atalanta, o Novara e o Siena, que participam da primeira divisão na atual temporada.
Os suspeitos são acusados pela FIGC, segundo a própria entidade, de terem "se associado para cometer uma série indeterminada de irregularidades disciplinares, entre as quais estão irregularidades esportivas e realização de apostas ilícitas".



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